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23 abr

A importância dos exames de imagem em tempos de pandemia

 

Os exames de imagem sempre foram amplamente utilizados para definir e confirmar o diagnóstico das mais variadas doenças. Mas, na pandemia, a importância desses equipamentos médicos se ampliou ainda mais. Eles têm sido determinantes para entender os efeitos da Covid-19 no organismo e, até mesmo, auxiliar no tratamento da doença. 

Embora não façam parte dos métodos de triagem, os exames de imagem passaram a ser fundamentais para o médico entender a maneira como o vírus está agindo no corpo, a gravidade do caso e o real comprometimento dos órgãos do paciente infectado. Ou seja: são importantes métodos complementares ao protocolo oficial da doença.

Além disso, os exames de imagem também têm sido utilizados como complemento ao diagnóstico e acompanhamento da Covid-19. Isso é importante porque ajuda a descartar outras infecções respiratórias que se assemelham à Covid-19 e podem acabar confundindo. É o caso, por exemplo, da gripe H1N1 e da influenza, por exemplo. 

Neste post vamos mostrar a importância dos exames de imagem para o diagnóstico e acompanhamento dos efeitos da Covid-19 em diversas partes do organismo.

Os exames de rotina no pulmão

O sistema respiratório é o principal alvo do coronavírus. Aliás, é assim que ele começa, fazendo com que muita gente, inclusive os profissionais, o confundam com uma gripe.

Por isso, exames de imagem, como a radiografia ou a tomografia computadorizada do tórax e a ultrassonografia pulmonar, têm sido essenciais para rastrear possíveis danos nos pulmões. Com eles, o médico consegue identificar as alterações ocorridas no órgão, o quanto ele foi acometido e como a doença está evoluindo. E, com esses dados em mãos, eles conseguem definir, com mais precisão, o tratamento a ser adotado: se existe a necessidade de intubação, internação e, até mesmo, acompanhamento em UTI.

E mais: os exames de imagem também podem ser um bom acompanhamento após a infecção. Principalmente porque muitos pacientes continuam apresentando danos mesmo após a cura.

A realização do exame tem sido tão essencial que as entidades que representam a área da radiologia têm orientado os médicos a priorizarem o uso de aparelhos portáteis no lugar dos fixos. Isso porque os portáteis podem ser facilmente levados até o leito e evita o deslocamento do paciente.

…no cérebro

A interferência da Covid-19 no cérebro ainda é cercada de incógnitas. As complicações neurológicas decorrentes do vírus podem incluir fadiga, dor de cabeça, ansiedade, depressão, convulsão, perda de olfato e paladar, alterações na memória e na cognição e redução do nível de consciência, mesmo em casos leves. Em algumas situações, esses sintomas podem se prolongar por várias semanas após a cura e deixar sequelas ainda desconhecidas a longo prazo. Já nos casos mais graves, os efeitos da Covid-19 no cérebro podem ser ainda mais graves. É possível levar, por exemplo, ao surgimento de derrames, encefalites e, até mesmo, acidente vascular cerebral (AVC).

Por isso, a realização de uma ressonância magnética do crânio pode ajudar os médicos a avaliarem as complicações neurológicas e eventuais danos cerebrais causados pela Covid-19. Um estudo realizado em 2020 na Universidade Johns Hopkins mostrou que pacientes que se recuperam dos sintomas respiratórios possuem maior risco de apresentar doenças neuropsiquiátricas e neurocognitivas a longo prazo. Isso inclui desde depressão e transtorno obsessivo-compulsivo, até Parkinson e Alzheimer, por exemplo.

…no coração

A infecção por Covid-19 também pode trazer consequências para o coração. As complicações cardiológicas já registradas envolvem desde arritmia e miocardite (inflamação no coração), até lesão cardíaca aguda e infarto do miocárdio.

Por isso, os exames de imagem, mais uma vez, podem ser essenciais no tratamento e monitoramento do paciente mesmo após a cura. Estudos já mostraram que o vírus pode afetar qualquer estrutura do coração e provocar uma inflamação silenciosa que, sem acompanhamento, pode causar inflamação e trombose nos vasos e tecidos.

Como é possível perceber, exames de imagem têm papel determinante para detectar a presença e a evolução da Covid-19 no organismo. Apesar de não integrarem o protocolo oficial de diagnóstico da doença, eles se mostram essenciais para monitorar as condições de saúde do paciente durante a infecção e também após a cura. Afinal, trata-se de procedimentos precisos e de alta definição, que não são invasivos e que oferecem o mínimo risco para o paciente.

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