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04 fev

Do core ao vácuo: os métodos mais modernos para a biópsia de mama

 

Até 2022, um índice preocupante aguarda os brasileiros: o Instituto Nacional de Câncer (Inca) estima o diagnóstico de 66,2 mil novos casos de câncer de mama por ano só no país. Assim, em razão da magnitude desta doença, a medicina tem se dedicado a melhorar cada vez as técnicas de diagnóstico para que seja possível agir a tempo. Entre eles, está a biópsia de mama.

A biópsia de mama é um exame de diagnóstico que, assim como outros, ajuda a identificar eventuais alterações apontadas na mama por procedimentos como a mamografia, por exemplo. Trata-se, portanto, de uma punção percutânea, que atravessa a pele para entrar em contato com as substâncias internas do corpo. No caso da biópsia de mama, o médico retira fragmentos de tecido do interior da mama, que serão enviados para estudo anatomopatológico. 

Os resultados podem indicar desde lesões benignas até a presença de células cancerígenas ou tumorais. A partir desse diagnóstico, é possível dar início ao tratamento mais indicado para cada caso. Quanto mais cedo for feito o diagnóstico, menores serão as chances do câncer de mama se manifestar e maiores serão as chances de cura.

A biópsia de mama costuma ser realizada por diferentes métodos. O mais comum é o core biópsia, em que o médico insere na mama uma agulha acoplada a uma pistola automática que retira as amostras necessárias para análise.

No entanto, o avanço da tecnologia permitiu que outro método começasse a fazer frente ao core biópsia. A biópsia de mama a vácuo, ou mamotomia, proporciona resultados mais efetivos e de qualidade que o método anterior.

Biópsia de mama a vácuo: melhor acesso e mais detalhes

A biópsia de mama a vácuo funciona da mesma maneira do core biópsia: coletar fragmentos da mama por meio da inserção de uma agulha. A diferença é que a agulha utilizada possui um calibre mais grosso e vem acoplada a um dispositivo a vácuo que aspira as amostras da mama. 

Isso faz com que o equipamento consiga acessar lesões próximas ao músculo peitoral e retirar substâncias de pequenas dimensões. Assim, uma única introdução já é suficiente para retirar uma quantidade maior de fragmentos internos da mama – quase o dobro do core biópsia -, reduzindo o tempo de procedimento e permitindo um exame menos invasivo.

Além disso, como a coleta é mais rápida, a biópsia de mama a vácuo não necessita que as amostras sejam manipuladas. A completa integridade da imagem permite uma análise mais eficiente e assertiva por parte do patologista. O diagnóstico, portanto, pode ser mais preciso que o método tradicional. 

O exame também é pouco doloroso e sem as complicações de uma biópsia cirúrgica aberta. É possível realizá-lo com anestesia local, de forma a proporcionar mais conforto ao paciente, por exemplo. Além disso, a biópsia a vácuo dispensa internação hospitalar, já que pode ser realizada em regime ambulatorial.

O primeiro dispositivo de biópsia a vácuo do mercado é o Mammotome, que se tornou referência internacional neste exame. No Brasil, ele é distribuído exclusivamente pela Imex Medical Group.

Ao longo dos últimos anos, os números que atestam a qualidade do Mammotome são surpreendentes. Por exemplo: quatro milhões de pacientes já foram submetidos a uma biópsia com este sistema e mais de 280 artigos clínicos já publicados confirmando a sua eficácia.