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17 ago

O futuro da saúde: 6 tendências da medicina para o pós-pandemia

 

O futuro da saúde se desenrola diante de nossos olhos. Se, antes da pandemia, a medicina já caminhava lenta e naturalmente para soluções mais inovadoras, hoje muitas delas já se tornaram realidade, impulsionadas pelos reflexos da Covid-19 e da aceleração tecnológica.

As novas tendências para a saúde e medicina prometem mudar a maneira como cuidamos do corpo e da mente. Neste post, vamos mostrar 6 delas, que já estão em curso neste momento.

6 tendências para o futuro da saúde e da medicina

O futuro da saúde talvez nem esteja tão distante assim. Afinal, é inegável o quanto a pandemia acelerou alguns processos e transformou outros. Quando aliada à força da tecnologia, a medicina alcança um potencial capaz de revolucionar profundamente alguns processos. 

Confira 6 soluções importantes para o pós-pandemia.

  1. Telemedicina, a medicina a distância

Assim que a pandemia foi deflagrada, os cuidados e acompanhamentos entre médicos e pacientes migrou para o atendimento à distância, como aconteceu com todos os outros setores da vida e da economia. A telemedicina foi uma das primeiras medidas de saúde autorizadas para o isolamento social e o combate ao coronavírus e permitiu que as consultas e tratamentos de saúde de qualidade fossem prestados sem que ninguém precisasse sair de casa – nem o paciente e nem o médico. Trata-se, portanto, de uma opção segura, confortável e eficiente.

A telemedicina pode até ter sido um caminho natural durante este período, mas a discussão em torno dela já era bem antiga. Na prática, o atendimento por telefone e vídeo já estava no radar do futuro da saúde há um bom tempo, mas a desconfiança impedia que ela saísse, de fato, do papel. Ainda que esteja autorizada em caráter emergencial, ela já mostrou que funciona, que facilita o acesso aos serviços médicos e que é uma grande aliada na gestão da saúde. 

Além disso, a telemedicina permite que os pacientes consigam ter acesso e manter contato com médicos de qualquer parte do país ou especialistas mais qualificados em determinado procedimento, principalmente aqueles que estão em áreas muito remotas. 

Muito provavelmente será um caminho sem volta.

  1. Telerradiologia, a emissão de laudos à distância

A telerradiologia não é necessariamente uma novidade: já está regulamentada pelo Conselho Federal de Medicina desde 2014 (Resolução nº 2.107/2014). Mas é inegável que o impulso mais importante só veio, mesmo, durante a pandemia. 

A telerradiologia é a própria radiologia convencional e funciona quase como a própria telemedicina. A diferença está na forma de emissão do laudo médico: a avaliação dos testes de diagnósticos por imagem é feita de forma remota, gerando laudos digitais.

A realização do exame, claro, não muda. O técnico em radiologia conduz os testes, mas envia o resultado para o especialista por meio de uma plataforma online. O médico, então, analisa as imagens, elabora o laudo e envia o resultado ao médico responsável pelo paciente. Tudo feito pela internet. Ou seja: o radiologista não precisa estar presente no local para fazer a avaliação do laudo, nem colocá-lo na fila de outros atendimentos presenciais. Todo o processo é feito de forma remota e digital.

Dessa forma, o médico que solicitou o laudo recebe o resultado dos exames também pela internet e consegue fazer um diagnóstico com muito mais rapidez. Além disso, o paciente consegue iniciar o tratamento necessário o quanto antes, podendo melhorar o seu prognóstico.

A telerradiologia pode ser feita em exames variados, como, por exemplo:

  • ressonância magnética;
  • tomografia computadorizada;
  • raios X;
  • mamografia; 
  • densitometria óssea;
  • medicina nuclear.

  1. Home care, o atendimento médico domiciliar

A prestação de serviços médicos domiciliares, que também já existia antes da pandemia, teve um crescimento explosivo neste período. Um levantamento realizado pelo Núcleo Nacional de Empresas de Serviços de Atenção Domiciliar (Nead), mostrou que o número de pacientes atendidos por home care no Brasil teve um boom de 35% durante o isolamento social.

Os brasileiros descobriram que esses cuidados em casa (ou, simplesmente, home care) podem ir muito além dos atendimentos com os quais estavam acostumados, como a fisioterapia. Também é possível atuar em outras frentes, como a coleta de sangue, medicação na veia e troca de curativos, por exemplo. 

Junto com todas as outras medidas, o processo funciona muito bem: o paciente passa por uma consulta online por meio da telemedicina, recebe as guias para exames, tem a coleta realizada em casa e, depois, consegue acessar os laudos pela própria internet. Assim, no retorno com o médico (também por meio da telemedicina) já consegue apresentar os resultados. 

Além de contribuir com a desospitalização, o home care é uma boa alternativa para desafogar o sistema de saúde e a falta de leitos. E durante a pandemia da Covid-19, também evita que os pacientes sejam expostos ao vírus dentro do ambiente hospitalar.

  1. Monitoramento da saúde em tempo real

O monitoramento em tempo real deve se tornar cada vez mais comum no dia a dia dos brasileiros. É um bom exemplo de como a tecnologia veio para transformar o futuro da saúde. São aparelhos digitais, como relógios inteligentes, por exemplo, que monitoram informações de saúde importantes do paciente, como a oxigenação do sangue, os batimentos cardíacos, a pressão arterial, a glicemia e outros. 

Em caso de oscilações perigosas, o médico é avisado em tempo real e o paciente consegue ter uma resposta mais rápida. É a força da medicina preventiva atuando para salvar o paciente.

E não é só isso. O monitoramento de saúde feito em tempo real também está presente em diversos momentos da vida. Aplicativos baixados em celular que lembram o usuário de beber água ou orientam para uma alimentação mais saudável, por exemplo, também são uma forma de medicina preventiva, embora nem sempre acompanhada diretamente por um médico.

  1. Medicina robótica, o uso de robôs para auxiliar nas cirurgias

As cirurgias com uso de robôs também estão cada vez mais difundidas no Brasil. A técnica é muito comum na retirada de vesícula, por exemplo, o que ocorre por meio da laparoscopia. Também já é utilizada em cirurgias torácicas, abdominais, de urologia e ginecologia.

Os procedimentos com auxílio da robótica nada mais são do que braços robóticos que funcionam como uma extensão da mão do cirurgião. Os robôs, portanto, não operam sozinhos. Pelo contrário. Eles levam microcâmeras e instrumentos para dentro do paciente (como bisturi, tesoura, afastador e pinça, por exemplo), onde obedecem ao comando do médico, que o controla por meio de dispositivos específicos. 

Os movimentos, portanto, são mais precisos e sem o risco de tremores, tão comuns em seres humanos. Os braços robotizados também permitem que o médico consiga ter acesso a regiões mais delicadas do corpo humano, de forma menos invasiva e com incisões de poucos milímetros. Eles também conseguem realizar movimentos em espaços estreitos e através de um mesmo corte pequeno de forma rápida e fácil. E o médico pode visualizar cada detalhe do organismo em tempo real por meio de imagens que são transmitidas em telas e zoom que podem chegar a 15 vezes. 

  1. Equipamentos (e até órgãos!) produzidos em impressora 3D

A impressora 3D se aproxima cada vez mais da medicina. A técnica, criada há três décadas para ser usada na indústria automobilística, já vem sendo utilizada para imprimir materiais de trabalho, aparelhos de exames e até mesmo órgãos humanos. Durante a pandemia, a impressão 3D acelerou a fabricação de equipamentos básicos para profissionais da saúde e também respiradores em tempo recorde. Na Itália, por exemplo, esses equipamentos chegaram a ser impressos em cerca de uma hora.

A primeira vez que a medicina teve contato com a tecnologia 3D foi na década de 1980, quando cientistas confeccionaram as primeiras próteses de reconstrução óssea. Hoje, já é possível fabricar até mesmo tecidos da pele e cartilagens. Em 2019, a miniatura de um coração humano, com vasos sanguíneos, cavidades e até colágeno, foi impressa em Israel. 

A ideia, agora, é reproduzir o órgão em tamanho real, o que deve acontecer em até 10 anos, segundo algumas estimativas. Além disso, os cientistas já testaram a possibilidade de se construir músculos, cartilagens e até ossos. Mais do que o futuro da saúde, a impressora 3D promete revolucionar o futuro dos transplantes e dar fim à fila de espera por órgãos.

Como é possível perceber, a pandemia da Covid-19 expôs a urgência de equipamentos mais modernos e soluções cada vez mais eficientes para a medicina. Afinal, o futuro da saúde está aí. E as práticas atuais da medicina precisam acompanhar a evolução tecnológica para que seja possível conseguir diagnósticos mais rápidos e operações mais flexíveis.

E você, o que acha desse futuro da saúde?

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