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01 dez

Vacinas contra a covid-19: qual o processo até que sejam aprovadas?

 

A covid-19 provocou diversas mudanças na saúde pública, incluindo os protocolos para o desenvolvimento de uma nova vacina. Diferentes laboratórios pelo mundo estão na corrida para entregar a imunização contra a doença altamente contagiosa e que gerou uma pandemia. Alguns deles iniciaram o processo de distribuição de medicamentos em países como Inglaterra e Estados Unidos. No Brasil, ainda há o debate de como a campanha de vacinação irá ocorrer em todo o país e qual vacina será distribuída. 

Até chegar às unidades de saúde, as vacinas precisam passar por diferentes processos até serem aprovadas. As pesquisas demandam tempo e uma série de testes, tudo para que elas tenham eficiência comprovada e efeitos colaterais mínimos. Além disso, entram em questão pontos como armazenamento, período de proteção e estabilidade. 

Assim que iniciam as pesquisas, cada passo deve ser registrado pelos cientistas e depois avaliado pelos órgãos regulamentadores, como a Organização Mundial de Saúde (OMS), por exemplo. No Brasil, a Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) é responsável por conferir essas informações e checar se elas são confiáveis. Em seguida, a agência assina o aval que libera a distribuição.

Toda produção de medicamentos segue protocolos bastante rígidos estabelecidos pelos órgãos regulamentadores. Tudo isso para evitar que causem danos à população. Além disso, há outros fatores que foram considerados para avaliar se uma vacina contra o coronavírus é confiável e pode ser distribuída:

Atender a todas as faixas etárias

No caso da covid-19, uma das questões mais importantes é a abrangência da imunização, afinal, a doença atinge com maior intensidade pessoas que pertencem ao grupo de risco, e esse conjunto abrange idosos, mulheres grávidas, pessoas com doenças autoimunes, entre outras. O perfil é bastante amplo, daí a necessidade de o efeito ser similar a pessoas de diferentes faixas etárias.  

Eficiência acima de 50%

As vacinas que começaram a ser liberadas têm acima de 90% de chances de imunização, algumas chegam a 95%. Segundo os órgãos regulamentadores, por se tratar de uma doença altamente transmissível e pela urgência de uma vacina, o medicamento poderia ser liberado com pelo menos 50% de eficácia. 

Período de proteção

Outro ponto que a Covid-19 provocou mudanças foi no prazo mínimo de imunização. Em outros casos, as vacinas devem ter efeito por pelo menos um ano. Esse período foi reduzido para 6 meses também em decorrência da urgência por um medicamento que protegesse contra o coronavírus. 

Calendário de vacinação

O governo federal planeja dar início à campanha de vacinação até fevereiro de 2021. A data inicial depende da finalização dos testes que comprovarão a eficácia do medicamento, além dos trâmites burocráticos. Após a liberação, na primeira fase de campanha serão imunizados prioritariamente trabalhadores da saúde, pessoas de 80 anos ou mais, pessoas de 75 a 79 anos e indígenas com idade acima de 18 anos. Na segunda fase, o Plano Nacional de Vacinação contra a covid-19 abrange pessoas entre 70 e 74 anos, de 65 a 69 anos e de 60 a 64 anos. A fase 3 compreende pessoas acima dos 18 anos que tenham hipertensão de difícil controle, diabetes mellitus, doença pulmonar obstrutiva crônica, doença renal, doenças cardiovasculares e cerebrovasculares, indivíduos transplantados de órgão sólido, anemia falciforme, câncer e obesidade grave (IMC maior ou igual a 40). Por fim, a última fase abrange professores do nível básico ao superior, forças de segurança e salvamento e funcionários do sistema prisional.