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13 set

Hipertensão e obesidade são as doenças crônicas mais comuns entre os brasileiros



Anualmente o Ministério da Saúde acompanha os hábitos dos brasileiros para identificar possíveis fatores de risco que causam o crescimento das doenças crônicas não transmissíveis no Brasil. A preocupação do governo federal é com as enfermidades mais incidentes, como a hipertensão e a obesidade que acometem 24,5% e 20,3% da população, respectivamente. Em terceiro lugar está a diabetes, com 7,4%. O objetivo da investigação é apontar melhorias nas políticas públicas para evitar o avanço nos casos. As causas para o crescimento dos índices está, entre outros fatores, na falta de uma rotina de
exames preventivos regulares, tabagismo, consumo excessivo de bebidas alcoólicas, alimentação não saudável e sedentarismo.

São consideradas doenças crônicas não transmissíveis aquelas que não são causadas por microorganismos, mas que se desenvolvem lentamentamente e a longo prazo. De acordo com a pesquisa  Vigitel 2019 (Vigilância de Fatores de Risco e Proteção para Doenças Crônicas por Inquérito Telefônico), no período de 2006 a 2019, o percentual de pessoas com hipertensão arterial cresceu de 22,6% para 24,5%. As mulheres apresentam o maior número de casos entre pessoas adultas com 65 anos ou mais, representando um índice de 61,6%. Apesar de terem uma expectativa de vida maior que os homens – 79,4 anos para 72,5 -, elas representam 90% dos casos de mortes por doenças.

Enquanto a mortalidade da população feminina é em decorrência de doenças cardiovasculares, câncer, diabetes, hipertensão e gripe, por exemplo, os homens morrem mais por causas externas, como acidentes e assassinatos. Porém, o Ministério da Saúde demonstra preocupação com a falta de cuidados preventivos com a saúde da população masculina. Segundo o órgão, um terço deles (31%) afirma não ter o hábito de ir ao médico. Esse comportamento aumenta as chances do surgimento de doenças crônicas que não são tratadas e, com isso, aumentam as chances de mortes por problemas cardíacos e infartos, por exemplo.

Falta de acompanhamento da obesidade preocupa

Para considerar obesidade uma doença crônica, a pesquisa Vigitel analisa o índice de massa corporal (IMC) dos indivíduos, uma fórmula que relaciona o peso com a altura. Portanto, os casos preocupantes para a saúde pública são os de pessoas adultas com IMC acima ou igual a 30kg/m2 . O órgão acompanha também casos de excesso de peso (pessoas com IMC acima ou igual a 25 kgm2) para compreender como estão os hábitos dos brasileiros. Entre 2006 a 2019, este percentual aumentou de 42,6% para a 55,4% no país.

A preocupação do Ministério da Saúde é, principalmente, de casos de obesidade em que não há acompanhamento médico. Exames periódicos que confiram como está a pressão arterial e os níveis glicêmicos, por exemplo, reduzem as chances do agravamento de doenças cardíacas e de diabetes.

Outro cuidado, que são indicados para qualquer pessoa que queira ter hábitos mais saudáveis e prevenir enfermidades, é manter as vacinas em dia para evitar a contração de doenças infecciosas, que podem se agravar em pessoas com doenças crônicas. Além disso, evitar o consumo de alimentos ultraprocessados e praticar atividades físicas regulares, como, por exemplo, subir e descer escadas e caminhadas. 


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